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terça-feira, 23 de setembro de 2014

"Se eu não gostar de mim, quem gostará?!"

Olá amores,



Se há coisa que me indigna são as pessoas que gostam de gozar e de rebaixar os outros para que elas próprias se sintam melhor. Será que essas pessoas já alguma vez pararam para pensar no mal que estão a fazer aos outros?! O que para elas pode ser uma brincadeira para outras pessoas pode (e é) levado muito a sério. Por isso, hoje estou a falar directamente para TI.
Agora que estão a começar as aulas quer do básico, como do secundário e da universidade é "normal" começarem estas boquinhas que tanto mal fazem à auto-estima de tantas pessoas. Por isso, hoje falo para TI e só PARA TI.
Se tu não gostares de ti, ninguém gostará. Independentemente do que os outros dizem, nós temos de gostar de nós próprios. Só depois de nos aceitarmos como realmente somos é que conseguimos ser felizes. E não, não estou a falar da boca para fora. Estou a falar com conhecimento de causa, acreditem.
Todos nós somos bonitos e bonitas. Cada um à sua maneira. Altos, baixos, gordos, magros, morenos, ruivos ou loiros todos nós temos a nossa beleza. Não temos de ser todos capas de revistas, mas todos temos o nosso "quê" de especial. Pode até nem ser fisicamente visível, mas todos nós somos especiais.
A nossa felicidade começa, acaba e depende de nós próprios. Se estivermos à espera dos outros e encostados aos outros nunca seremos ninguém. Caíste? Então põe um sorriso na cara e levanta-te. O sorriso tem muito poder mas é muito negligenciado. Nem todos sabem o quão especial ele é.

Usa o teu sorriso e lembra-te "se eu não gostar de mim, quem gostará?".

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Um mundo cheio de nadas


Não sei se sou a única. Mas sempre que alguém morre fico extremamente pensativa. Penso em tudo. Em tudo mesmo e torno-me numa maníaca do pensamento. Analiso todos os meus passos. As pessoas que deixei para trás, as que tenho a meu lado e aquelas que entraram agora na minha vida. Penso ao ponto de conseguir dissecar momentos da minha vida dos quais achava que já nem sequer me lembrava.
Não sou amiga da morte. Não tenho propriamente medo dela. Mas tenho-lhe muito respeito. Imenso respeito aliás. E fico sempre a pensar o que passa pela cabeça de uma pessoa para acabar com a sua própria vida. Acabo sempre por me sentir chateada, revoltada e magoada porque quem escolhe tirar a sua própria vida são sempre as pessoas que aparentam ser mais animadas, confiantes e bem-dispostas.
Não estou aqui a tirar coelhos da cartola. Infelizmente, já tive uma situação assim na minha vida e, como é óbvio, não o desejo a ninguém. Por mais tempo que passe continuo a remoer nas mesma dúvidas e nos mesmos “e se’s…” que parecem ser intermináveis.
De cada vez que uma pessoa bonita, saudável e alegre acaba com a sua própria vida eu volto a pensar e a pensar. E claro, lembro-me de ti amigo.
É tão estupido as pessoas só se lembrarem que gostam das outras quando as perdem. Depois de morrerem, subitamente, as pessoas passam a ser santos. Seres adoráveis que merecem a nossa admiração eterna. E é mesmo assim. É assim que a nossa sociedade pensa, vive e se alimenta. Vivemos num mundo cheio de nadas onde só somos lembrados e amados depois de partirmos para bem longe, para um local onde esperamos receber um pouco mais de carinho e de amor.
Por isso, se gostam de alguém não se contentem com a certeza indefinida de que essa pessoa sabe o quanto gostam dela, o quanto a admiram e o quanto precisam dela na vossa vida. Às vezes as pessoas estão tão perdidas que um simples “obrigada por existires” pode ser a sua chave de salvação.